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Data: 06/02/2012

Um lindo almoço no restaurante Gosto com Gosto, em Visconde de Mauá

Um lindo almoço no restaurante Gosto com Gosto, em Visconde de Mauá

Existe no jornalismo um termo chamado dedo-duro. É um alcaguete editorial, que remete a mais informações em outros lugares. Hoje em dia, aqui em O Globo, nós usamos o recurso muitas vezes para remeter a conteúdo extra no site do Boa Viagem.

Na reportagem sobre Visconde de Mauá, na edição do Boa Viagem da semana passada, eu coloquei um dedo-duro, remetendo para esta Enoteca, com a seguinte chamada: "Um almoço no Gosto com Gosto, que está lançando vinho próprio".

Pois no agito da semana, acabei esquecendo de preparar o post (menos mal que na página principal do blog havia um post recente sobre os vinhos do restaurante).

Agora, então, para reparar o esquecimento, publico as informações sobre um lindo almoço neste restaurante de cozinha mineira que adoro, o meu preferido nas montanhas do Sul do Rio de Janeiro, onde sempre como bem, onde sempre me sinto à vontade, onde sempre bebo boas pingas e bons vinhos, e até uma cervejinha bem gelada de vez em quando.

A melhor maneira de se começar uma refeição ali é desgustando as linguiças feitas na casa: um trio delas (de cordeiro, pernil e frango) servidas na chapa quente, com cebola cortadinha e uns bolinhos de aipim recheados com queijo (que podem ser pedidos separadamente), é um ótimo abre-alas para a refeição, ainda mais quando uma boa pimentinha entra em ação. Na taça, o vinho da casa, feito pelo enólogo Paulo Laureano, e que custa R$ 39, numa das melhores relações qualidade-preço verificada em restaurantes de todo o Rio de Janeiro.

Depois vale aproveitar enquanto está em cartaz o frango temperado com canela, servido com um arroz de quiabo de arepiar os cabelos de tão bom. Adoro quiabo, ainda mais assim, al dentre, crocante. Uma beleza.

Bom é estar em grupo, para poder dividir mais coisas, como no meu caso. O tutu, com linguicinha, torresmo, couve e ovo cozido, puro conforto.

Em seguida ainda chegou uma costelinha de porco, assada com molho de limão e laranja, que foi a melhor que já comi. Desculpem o clichê, mas derretia na boca, com um sabor incrível. Ai ai ai.

Depois de tantas delícias, o Gosto com Gosto propõe um irrecusável desfecho a cada refeição: a mesa de doces, todos feitos na casa. Gosto de todos, e olha que já provei muitos: ficam ótimos com queijo minas da região. Mas não resisto a pegar uma casquinha de limão em calda, e meter ali dentro uma colherada de doce de leite.

É algo de comover de tão gostoso. Chama-se brasileirinho, e quem deu esse nome foi a minha querida colega de jornal Maria Cristina Valente. Isso é o resultado do encontro de duas craques, ma jornalista e a cozinheira, Mônica Rangel, que dá vida á cozinha desse restaurante, mineiríssimo, brasileiríssimo e muito carioca, tudo ao mesmo tempo.

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